Criteria – Obras da coleção Fundación ARCO/IFEMA

Ana Jotta, Ângela Ferreira, Antoni Muntadas, Arnulf Rainer, Babi Badalov, Carlos Bunga, Danh Vō, Elmgreen & Dragset, Filipa César, Francesc Ruiz, Francisco Tropa, Gil Heitor Cortesão, Giuseppe Penone, Gwenneth Boelens, Helena Almeida, Ibon Aranberri, Jarbas Lopes, John Chamberlain, Jorge Molder, Lucia Koch, Marlena Kudlicka, Miguel Palma, Pedro Cabrita Reis, Regina de Miguel, Rui Toscano, Ryan Gander, Thomas Ruff, Vasco Araújo, Von Calhau!, Wolfgang Tillmans, Yinka Shonibare, Yorgos Sapountzis

CRITERIA galerias municipais
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O espírito internacional e multicultural que está no cerne desta coleção reflete-se na diversidade de artistas escolhidos: das 37 obras apresentadas, contam-se nomes como Ana Jotta, Ângela Ferreira, Antoni Muntadas, Arnulf Rainer, Arnulf Rainer, Babi Badalov, Carlos Bunga, Christian Boltanski, Danh Vō, Elmgreen & Dragset, Filipa César, Francesc Ruiz, Francisco Tropa, Gil Heitor Cortesão, Giuseppe Penone, Gwenneth Boelens, Helena Almeida, Ibon Aranberri, Jarbas Lopes, John Chamberlain, Jorge Molder, Lucia Koch, Marlena Kudlicka, Miguel Palma, Pedro Cabrita Reis, Regina de Miguel, Rui Toscano, Ryan Gander, Thomas Ruff, Vasco Araújo, Von Calhau!, Wolfgang Tillmans, Yinka Shonibare e Yorgos Sapountzis.

A coleção Arco inicia-se em 1987 com a criação da Fundación Arco. Desde logo se assume um caráter pedagógico inscrito no desejo de se tornar um exemplo possível para a constituição de uma coleção internacional de relevância num contexto em que ainda eram praticamente inexistentes as estruturas institucionais que pudessem assumir esse papel em Espanha. Para tal foi tomada a decisão de se convidarem especialistas para a seleção de obras, assim garantindo uma independência e um olhar exterior baseados, precisamente, em critérios profissionalmente estabelecidos e justificáveis. A lista destes protagonistas, neste arco temporal, é já extensa: Edy de Wilde (1987 – 1995), Glòria Moure (1996), Jan Debbaut (1997), Dan Cameron e Iwona Blazwick (1998), Dan Cameron e María Corral (1999 – 2006), Sabine Breitweiser e Chus Martinez (2007 – 2008), Sabine Breitweiser (2009), José Guirao (2010), Maria Inés Rodríguez e Adriano Pedrosa (2011-2012), Ferran Barenblit, Miguel von Hafe Pérez, Yolanda Romero e Glòria Picazo (2013), Ferran Barenblit, Miguel von Hafe Pérez e Taru Elfving (2015), Ferran Barenblit, Miguel von Hafe Pérez e Ángela Maria Pérez Mejía (2016), Manuel Segade e Miguel von Hafe Pérez (2017 -), Manuel Segade e Vincent Honoré (2019 -).

De facto, e nas palavras do curador, Miguel von Hafe Pérez, “Criteria não podia, evidentemente, ser uma exposição só de artistas portugueses. Tal contrariaria violentamente o espírito internacional e multicultural que está no cerne desta coleção. Num arco temporal que vai de 1968 a 2018 cumprem-se cinquenta anos de transformações significativas no devir da criação: da aparição massiva da fotografia enquanto disciplina que mais do que com a sua tradição clássica dialoga primordialmente com territórios afins como a pintura, o cinema e a hiperdigitalização da imagética contemporânea, até à escultura que integra contextualmente paisagens sociais e políticas específicas (onde os discursos pós-coloniais e de género assumem particular densidade), passando pela incorporação da imagem em movimento, muitas são as questões que estas obras nos colocam. Sim, sempre nesse assentamento interrogante, porque se há coisa que nestes cinquenta anos compreendemos com cristalina evidência é que a arte mais do que a responder, se torna relevante pelas questões que levanta. Na assunção de nos tornar a todos, amantes, especialistas ou espetadores ocasionais, cidadãos mais preparados para uma perceção alargada e crítica daquilo que nos rodeia.”

O convite endereçado pela Câmara Municipal de Lisboa, através das Galerias Municipais/ EGEAC, à Fundação ARCO com vista à realização da exposição Criteria reforça, ainda mais, os laços da ARCO e da IFEMA com Portugal, bem como impulsiona o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na promoção do coleccionismo e valorização da arte contemporânea, em particular no panorama artístico português.

A colaboração entre Portugal e a IFEMA, instituição responsável pela organização da Feira de Arte Contemporânea ARCO e impulsionadora da Fundação com o mesmo nome, desenvolveu-se a partir do interesse que esta nutre pelos artistas portugueses e pelo seu trabalho, o que se torna evidente no elevado número de artistas lusos representados na coleção da Fundação. A capital portuguesa foi o destino escolhido para a realização da ARCOLisboa, que se constitui como um dos eventos artísticos mais relevantes e estáveis no circuito de feiras de arte contemporânea.

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