Conversa / Palestra

Conversa | Maria Capelo, João Pinharanda, com a participação do arquiteto paisagista João Gomes da Silva

Lançamento do Catálogo "As Coisas do Mundo são Rocha"
Arquiteto Paisagista João Gomes da Silva
Artista Maria Capelo
Curador João Pinharanda
Data De 2019-04-12 às 18:30 até 2019-04-12
Sinopse

O arquiteto paisagista João Gomes da Silva é o convidado da Conversa que reúne a artista Maria Capelo e o curador João Pinharanda, por ocasião do lançamento do catálogo da exposição As Coisas do  Mundo são Rocha, que terá lugar no dia 12 de abril, às 18h30, no Pavilhão Branco.

Maria Capelo trabalha as diferentes dimensões da ideia de paisagem, trazendo ao espaço do Pavilhão Branco pinturas de planos muito aproximados de arvoredos, caminhos cerrados, paisagens sem horizonte visível e desenhos de minuciosa observação, que se dividem pelos dois pisos da Galeria.

 

João Gomes da Silva (Lisboa, 1962)

É membro da Associação dos Arquitectos Paisagistas Portugueses (APAP/IFLA), e foi nomeado Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos (2017).

Licenciou-se em Arquitectura Paisagista pela Universidade de Évora em 1987 e palestrou como assistente entre 1987 e 1994. Desde 2001 é professor convidado no Departamento de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa. Foi também convidado a dar palestras em várias outras universidades, tendo participado em conferências e workshops, no âmbito da Arquitectura Paisagista e Paisagem, tanto a nível nacional como internacional. Atualmente é professor da Accademia di Architettura Mendrisio (USI) e Professor Visitante da GSD Harvard (outono de 2017).

Em 1997, fundou a Arquitectura Global de Paisagens com Inês Norton, criando um grupo que gera a teoria e o espaço paisagístico, a partir da interpretação das transformações culturais econômicas, sociais e contemporâneas. Dedicou sua vida profissional, individualmente ou em colaboração, à produção crítica de Paisagem. 2017).

Em 1990-91 recebe o Prémio Schinkel, em Arquitectura de Paisagens, com Inês Norton e João Mateus, em Berlim, Alemanha. Com o projecto para os Espaços Públicos do recinto Expo’98, recebe o Prémio do Centro de Design Português, em 1999. Em 2004, é galardoado com o Valmor e o Prémio Municipal de Arquitectura da Câmara Municipal de Lisboa pela Expo ’98, em co-autoria com o arquiteto Manuel Salgado. Com o Projecto Paisagem de Salinas na Madeira, em co-autoria com o Arquitecto Paulo David, recebe em 2007 o Prémio FAD de Arquitectura de Paisagem, o Prémio Internacional de Arquitectura de Pedra e em 2008 o Prémio do Público na V Bienal de Paisagem, Barcelona. Em 2010, com o segmento Ciclismo – Belém_Cais do Sodré, em co-autoria com o Atelier P06, ele se destaca com os seguintes prêmios: Prêmio Red Dot – Design; SEGD – Prêmio de Mérito; D & AD-in Book e European Design Awards – Prêmio de Prata. Em 2010, o Projecto do Castelo de São Jorge, em co-autoria com o arquitecto João Luís Carrilho da Graça, foi premiado com o Prémio Piranesi de Roma.

 

Maria Capelo (1970, Lisboa) licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Desde então, participa e expõe o seu trabalho em exposições coletivas e individuais. Das exposições individuais destacam-se: Deita-te, levanta-te e agora deita-te, Fundação Carmona e Costa, (Lisboa, 2017); À Volta das Covas de um Rochedo, Cinemateca Nacional – Museu do Cinema, (Lisboa, 2016); Todas as Montanhas Ardem, Galeria Diferença, (Lisboa, 2015); Os dias como claras manhãs, as noites de trevas espessas, Galeria Giefarte (Lisboa, 2013); Lisboa e Para onde quer que se olhe há uma alegria enterrada, Museu Geológico, (Lisboa, 2010). E das exposições coletivas: Pedro Costa: Companhia – Fundação de Serralves, (Porto, 2018); Como o Sol / Como a Noite, Retrospectiva Reis/Cordeiro, Porto/Post/Doc, FBAUP, (Porto, 2018); RE: Imagining Europe, BOX Freiraum (Berlim, 2017); e Caminhos de Floresta – Sobre Arte, Técnica e Natureza, Centro Internacional das Artes José de Guimarães, (Guimarães, 2016). Está representada em diversas coleções e, em 2013, recebeu uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para a realização do projeto Da sombra dos Montes, no âmbito do Programa de Apoio a Projetos de Criação Artística.

 

João Pinharanda (1957, Moçambique) Foi professor auxiliar do Departamento de Arquitetura, na Universidade Autónoma de Lisboa e professor auxiliar do Mestrado de Gestão de Mercados de Arte (ISCTE, Lisboa). Presidiu a Secção Portuguesa da Associação Internacional dos Críticos de Arte (AICA). Foi diretor de programação do Museu de Arte Contemporânea de Elvas – Colecção António Cachola (2007-2010) e participou como júri de exposições e de prémios de arte em Portugal, Espanha e Brasil. Foi crítico de arte entre 1984 e 2001, e no jornal Público foi responsável pela secção de artes plásticas entre 1990-2000. Tem vindo a colaborar em revistas especializadas como Arte Ibérica, Flash Art, Neue Kunst in Europa, Spazio Umano, Arena…. Foi consultor artístico entre 2000 e 2015 para a programação de exposições da Fundação EDP e comissário e coordenador do Programa de Arte Pública do Parque de Escultura Contemporânea do Parque Almourol (Vila Nova da Barquinha). É comissário de exposições individuais e coletivas em museus nacionais e internacionais (Espanha, França, Rússia, México, Brasil). Em 2017 foi comissário da representação portuguesa na Bienal de Veneza de Artes Plásticas e desde 2015, é director do Centro Cultural Português – Camões, em Paris e conselheiro cultural junto da Embaixada de Portugal em França.

A Conversa tem entrada livre.