Concerto

Noites de Verão em Julho na Galeria Quadrum – Jardim dos Coruchéus

Concertos às sextas-feiras - 19h30
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Data De 2019-07-05 às 19:30 até 2019-07-26
Sinopse

NOITES DE VERÃO 2019

Datas: 5, 12, 19 e 26 de julho
concertos às Sextas-feiras 

em julho nas Galerias Municipais – Quadrum, Jardim dos Coruchéus

19h30. entrada livre

 

Noites de Verão é um programa de música ao vivo apresentado pela Filho Único em parceria com as Galerias Municipais/EGEAC, com concertos que decorrem em julho nas Galerias Municipais – Quadrum, Jardim dos Coruchéus, em Alvalade.

No mês de agosto o programa decorre no Jardim das Esculturas em parceria com o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado.

 

Os concertos nas Galerias Municipais – Quadrum decorrem nos dias 5, 12, 19 e 26 de julho, às 19h30, de entrada livre.  Laboratório de arte experimental portuguesa nas décadas de 1970 e 1980, inserido no complexo de ateliês dos Coruchéus, a Galeria Quadrum mantém-se como espaço de investigação sobre e para a arte contemporânea.

 

Este programa de música ao vivo produzido e programado pela Filho Único é desenhado, em congruência com o objectivo e missão desta associação cultural sediada em Lisboa, de apresentar e divulgar propostas na área da música que trabalhem a partir de critérios construtivos de produção artística, que visem o desenvolvimento da arte e contenham em si um cariz de busca e de progressão estética. Atingindo uma década de edições, o programa pauta-se por promover músicos e espectáculos com coragem, integridade, inteligência e honestidade emocional.

 

05 de julho – Vado Más Ki Ás (CV/PT) 

12 de julho – Curl (UK)

19 de julho – HHY & The Macumbas (PT)

26 de julho – Lula Pena & convidadas (PT)

 

 

05 de julho – Vado Más Ki Ás (CV/PT)  

Osvaldo Martins, Português de origem Cabo-verdiana crescido no Bairro 6 de Maio na Damaia (“favelado do six”), mais conhecido por Vado Más Ki Ás ou simplesmente Vado, é um dos nomes mais aclamados da nova geração de rappers em Portugal. Um escritor inteligente e vívido, com uma enunciação clara nas suas rimas porosas em crioulo, português e inglês, tem tido um contributo convicto e distintivo na progressão imparável do rap crioulo nesta década na tuga. Focado na hustle, por isso que ele tá rijo, citando de dois temas seus, a sua perspectiva e plano de caminho rumo a um futuro mais auspicioso surge como inspiradora proposta – a par, geracionalmente falando, de outros afro-portugueses criativos emergentes de bairros sociais e guetos, como DJ Marfox ou Deejay Télio – de alternativa à por vezes aparente inevitabilidade da resposta pela bandidagem pelos mais jovens ao racismo, pobreza e brutalidade policial ao entorno que Vado tão poderosamente ilustra na sua expressão.

 

12 de julho – Curl (UK) 

Em permanente fuga do status quo, Mica Levi tem-se desmembrado em múltiplos projectos desde o final dos Micachu & The Shapes. Assinou as bandas-sonoras de “Under The Skin” e “Jackie”, esculpiu o brilhante “Devotion” de Tirzah e tem assinado colaborações com Dean Blunt. Curl é um novo desafio, colectivo de South London com três cabeças nucleares, Mica Levi e os MCs Coby Sey (também colabora com Tirzah) e Brother May, aos quais se juntam artistas de diferentes áreas com soluções híbridas e adequadas à ocasião. Para o concerto de Lisboa trazem TONE (produtor da contagiante “U Kno”) e Rox. Um acontecimento que cumpre as funções de Curl enquanto projecto multidisciplinar que cria a festa sem barreiras de géneros musicais, estruturando a pop com a certeza de que as subculturas musicais, especialmente as de dança, lhe encaixam bem e que são próprias para organizar a melhor block party. Seja em Haia, em Bristol ou nos Coruchéus. Londres em comunhão com o mundo.

 

19 de julho – HHY & The Macumbas (PT)

A música dos HHY & The Macumbas que existe nos seus dois álbuns editados até à data, “Throat Permission Cut” (2014) e “Beheaded Totem” (2018), cresce para um ritual celebratório ao vivo. O colectivo do Porto, liderado por Jonathan Saldanha, cria música cerimonial a partir de um dream team nas secções de percussão (João Pais Filipe, Brendan Hemsworth, Frankão) e metais (André Rocha, Álvaro Almeida e Rui Fernandes). Ao vivo a música vive em constante urgência, um estado de euforia próprio de um ritual, sempre em contacto com a visão-dub de Adrian Sherwood, a existência em contínuo dos Boredoms ou a infinidade sónica de Fela Muti.

 

26 de julho – Lula Pena & convidadas (PT)  

Lula Pena levou a cabo de Abril a Junho deste ano uma residência artística na Galeria Zé dos Bois, convidando o grupo Lantana para colaborar consigo. Desafiando-as a desconstruir o seu repertório, trabalharam em linguagem de improvisação, por ventura partilhando-a como a mais próxima do ânimo e dinâmica da vida humana. Lula e uma versão mais reduzida da banda – Anna Piosik no trompete, Helena Espvall e Joana Guerra nos violoncelos, Maria do Mar no violino – apresentam nesta ocasião a sua música intuitiva e holística pela primeira vez ao vivo ao ar livre, para uma celebração ao final da tarde da liberdade da descoberta, despojada de artifícios e regimentação de espectáculo, porosa à beleza da transformação de cada momento que passa sem se deter.