Passado

2019

 

Ponto de Fuga / Vanishing Point

Obras da Coleção António Cachola
Artistas Coleção António Cachola
Curadoria João Laia
Inauguração 15/05/2019 19:30
Data De 16/05/2019 a 01/09/2019
Folha de Sala

INAUGURAÇÃO (PISO 1) / OPENING (1 st Floor )

21h309.30 pm

 

PERFORMANCES22h – 10 pm

 

Nuno da Luz

com Ressonância Assistida (2014-19)

Nuno da Luz (1984, Lisboa) mistura gravações de campo “com Ressonância Assistida” por percussão de metal e loops de feedback. Nas palavras da já falecida compositora norte-americana Maryanne Amacher: «Tom do lugar, experienciado, ouvido através da pele, detectado por sensibilidades sem nome, e impressão transportada pela pele, mesmo quando já não no lugar físico em si. Tom à nossa volta e connosco. “Não gosto do teu tom”, “gosto do teu tom”, “gosto do tom deste lugar”.»

Nuno da Luz, artista e publicador cujo trabalho circunscreve tanto o auditivo como o visual, na forma de eventos sonoros, instalações e materiais impressos (estes últimos distribuídos pelo colectivo editorial ATLAS  Projectos), tem vindo a desenvolver, a par com exposições individuais e colectivas, a série de performances a vivo com Ressonância Assistida, desde 2014, com passagens por Santander (2019), Lisboa, Madrid (ambas 2018), Ficarra, Paris (ambas 2015), Porto, Nova Iorque e Berlim (todas em 2014).

 

Joana da Conceição

Singular Dividido (2019)

Nesta leitura a artista lança perante o público três elementos: luz, música e pintura. Esta última, de título, Essência Fantasma, é o único elemento fixado e serve de imagem de fundo ao concerto. A luz percorre freneticamente a pintura na forma de figuras simples, enquanto a música, de composição aberta, percorre o espaço. Uma máquina inventada pela artista para explorar o que sendo singular está dividido.

Joana da Conceição (1981, Rebordões) vive e trabalha em Lisboa. Concluiu a Licenciatura em Artes Plásticas – Pintura em 2004, e o Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas em 2008, ambos pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Foi distinguida com o Prémio Anteciparte Millenium BCP (2005) e juntamente com André Abel formam a Tropa Macaca, duo de composição electrónica contemporânea.

Das últimas apresentações do seu trabalho destacam-se: O Berço de Vénus, BOCA, Braga, 2019; Guia Interior, Serralves em Festa, Porto, 2018; TODA MATÉRIA [OUTfest, Barreiro | ZDB, Lisboa | Galeria Lehmann+Silva. Porto], 2018; Cores em Silêncio, Galeria Lehmann+Silva, Porto, 2018; Síntese Radiante, Cinema Passos Manuel, Porto, 2017; Corpo que Sabe, Galeria Carlos Carvalho, Lisboa, 2015.

A Tropa Macaca conta com as edições em disco: Caçador do Futuro, LP [ 2018, Dunno (PL)]; Vida LP [2016, TTT (UK)]; Praga de Urubu Só Pega em Cavalo Magro one sided 12’’ [2014, Wasser Bassin (PT)]; Ectoplasma EP [2012, Software (EUA)]; Sensação do Princípio LP [2009, Siltbreeze (EUA)]; Fiteiras Suadas LP [2008, Qbico (IT)]; Marfim LP [2007, Ruby Red (PT)].

 

Jonathan Uliel Saldanha 

HHY(2019)

A partir de uma mesa de mistura Jonathan Saldanha opera a sua cifra HHY, colidindo sons provenientes de zonas diferentes do seu trabalho onde sistemas de percussão, electrónica e voz se reorganizam em espectro e pressão.

Construtor sonoro e cénico, Jonathan Uliel Saldanha opera com o seu trabalho sistemas onde pré-linguagem, cristalização, animismo e eco se deslocam entre o som, luz, espaço e gesto.. Para além de VOCODER & CAMOUFLAGE, instalação apresentada nesta exposição, apresentou ainda em 2019 a peça SCOTOMA CINTILANTE, para coro de cegos e partitura-escultura (Universidade Católica do Porto, Teatro Nacional São Carlos Lisboa) na Bienal BoCa de 2019, e BROKEN FIELD ATLANTIS um concerto com partitura de luz (TMRivoli). Em 2018 apresentou a peça SØMA onde um grupo de adolescente surdos traduzem em gesto as filmagens de um tribunal animista, apresentado na Culturgest Lisboa e no TM Rivoli, Porto.

Membro fundador da plataforma de arte SOOPA, um laboratório visual, performativo e sonoro, com sede no Porto e ativo desde 1999. Cofundador da editora discográfica SILORUMOR. Em 2012, co-organizou o programa SONORES – som/espaço/sinal para a Capital Europeia da Cultura de Guimarães.

Deu concertos nos festivais Sónar, primavera Sound, Amplifest, Out.Fest, Milhões de Festa, Neopop, Elevate e em espaços como Ancienne Belgique em Bruxelas, Berghain Kantine em Berlim, Stubnitz em Hamburgo, Filmer la Musique em Paris e Issue Project Room em Nova Iorque. A sua música está editada na Ångström, Tzadik, Rotorelief, SiloRumor e Wordsound. Tem o filme/ensaio MÁQUINA DA SELVA / MUNDO DE CRISTAL editado pelo Museu de Serralves.

 

 

Ponto de Fuga

Substantivo

1 um ponto de desaparecimento, cessação ou extinção.

2 (no estudo da perspectiva em arte) o ponto em direção ao qual as linhas paralelas recuadas parecem convergir.

Fonte-  dictionary.com

Ponto de Fuga é uma exposição colectiva que reúne uma série de obras pertencentes à Coleção António Cachola, algumas das quais adquiridas especificamente para esta ocasião. A exposição desenrola-se em dois momentos, inaugurando de forma sucessiva nos dias 15 e 1 de Junho.

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Vanishing Point

noun

1 a point of disappearance, cessation, or extinction.

2 (in the study of perspective in art) that point toward which receding parallel lines appear to converge.

Source dictionary.com

Vanishing Point is a group exhibition presenting a selection of works from the António Cachola Collection, including a number newly acquired pieces. The exhibition unfolds in two stages, opening on the 15th and the 1st of June.

 

[PT]

As Galerias Municipais apresentam Ponto de Fuga / Vanishing Point– obras da coleção António Cachola / works from the António Cachola collection, na Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria, em co-produção com o o Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), instituição com tutela municipal que acolhe em depósito esta coleção.

 Ponto de Fuga / Vanishing Point é uma exposição colectiva com curadoria de João Laia que reúne uma série de obras pertencentes à Coleção António Cachola, algumas das quais adquiridas especificamente para esta ocasião. A exposição ocupa desenrola-se em dois momentos, inaugurando de forma sucessiva nos dias 15 e 1 de junho.

No piso 0, estão expostas obras dos artistas Ana Manso, André Cepeda, Andreia Santana, Diogo Evangelista, Horácio Frutuoso, Joana da Conceição, Jonathan Uliel Saldanha, José Pedro Croft, Luisa Cunha, Mariana Silva, Pedro Neves Marques, Ramiro Guerreiro  e Von Calhau!

A partir de sábado, 1 de junho, no piso 1, serão apresentadas as obras de Alexandre Estrela, Alice Geirinhas, Ana Jotta, Catarina de Oliveira, Diana Policarpo, Filipa César, Gonçalo Sena, Igor Jesus, Joana Escoval, Mauro Cerqueira, Nuno da Luz, Priscila Fernandes, Salomé Lamas e Vasco Araújo.

 

[ENG]

The Municipal Galleries present  Ponto de Fuga / Vanishing Point– obras da coleção António Cachola / works from the António Cachola collection, at Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria, and co-produced by the Elvas Contemporary Arts Museum  (MACE), a municipal institution entrusted with safeguarding the António Cachola Collection

 Ponto de Fuga is a group exhibition curated by João Laia,  putting together a series of works, unfolded in two stages, opening on the 15th and the 1st of June.

Artists:

Ground Floor – Opening: 15.05.2019

Ana Manso, André Cepeda, Andreia Santana, Diogo Evangelista, Horácio Frutuoso, Joana da Conceição, Jonathan Uliel Saldanha, José Pedro Croft, Luisa Cunha, Mariana Silva, Pedro Neves Marques, Ramiro Guerreiro  and Von Calhau!

1st Floor – Opening 01.06.2019

Alexandre Estrela, Alice Geirinhas, Ana Jotta, Catarina de Oliveira, Diana Policarpo, Filipa César, Gonçalo Sena, Igor Jesus, Joana Escoval, Mauro Cerqueira, Nuno da Luz, Priscila Fernandes, Salomé Lamas and Vasco Araújo.

Biografia

[PT]

Sobre a coleção António Cachola

A Coleção António Cachola começou a ser construída no início da década de 1990 e reflete os últimos 25 anos da criação artística visual realizada por artistas portugueses, que começaram a expor pública e regularmente a partir da década de 1980. A coleção propõe uma cartografia dinâmica do sistema da arte português e resulta de um movimento constante de aproximação do colecionador a artistas e instituições. Desde o início que uma vontade pessoal de colecionar, foi acompanhada pela determinação em conferir uma dimensão pública à coleção e, assim, em 2007, nasce em Elvas, cidade património mundial da Unesco, o Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), instituição com tutela municipal que acolhe em depósito a Coleção António Cachola. A coleção foi desenvolvendo uma estratégia mista de aquisições, quer alargando o espetro de artistas que a integram, quer acompanhando o percurso de alguns artistas de forma intensiva, assumindo, assim, uma composição intergeracional e interdisciplinar. Sem limites técnicos ou temáticos, a Coleção António Cachola está em contínuo crescimento e é composta por mais de seiscentas e cinquenta obras de mais de uma centena de artistas

 

[ENG]

The António Cachola Collection began to be formed during the 1990s and it reflects the last 25 years of visual art production by Portuguese artists who began to exhibit regularly and publicly in the 1980s. The collection proposes a dynamic cartography of the Portuguese art system, and is the result of the close relationship that the collector has always maintained with artists and institutions. From the outset, a personal interest in collecting was matched by a determination to give the collection a public dimension and thus, in 2007, the city of Elvas – a UNESCO World Heritage Site – saw the opening of the Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), a municipal institution entrusted with safeguarding the António Cachola Collection. The collection developed a mixed acquisition strategy, both expanding the range of artists represented and following the careers of certain artists more closely, thus acquiring an intergenerational and interdisciplinary composition. Spanning many techniques and themes, the António Cachola Collection is constantly growing and contains more than 650 works by over 100 artists.

 

Visita Guiada

 

Visitas Mediadas Gratuitas

Abordagens e Processos na Arte Contemporânea

Escolas – Ensino Secundário e Superior – Atividade adaptável aos 1º, 2º e 3º ciclo

de terça a sexta-feira

Marcação Prévia: servicoeducativo@galeriasmunicipais.pt

Criteria – Obras da Coleção Fundación ARCO/IFEMA

Artistas Ana Jotta, Ângela Ferreira, Antoni Muntadas, Arnulf Rainer, Arnulf Rainer, Babi Badalov, Carlos Bunga, Christian Boltanski, Danh Vō, Elmgreen & Dragset, Filipa César, Francesc Ruiz, Francisco Tropa, Gil Heitor Cortesão, Giuseppe Penone, Gwenneth Boelens, Helena Almeida, Ibon Aranberri, Jarbas Lopes, John Chamberlain, Jorge Molder, Lucia Koch, Marlena Kudlicka, Miguel Palma, Pedro Cabrita Reis, Regina de Miguel, Rui Toscano, Ryan Gander, Thomas Ruff, Vasco Araújo, Von Calhau!, Wolfgang Tillmans, Yinka Shonibare, Yorgos Sapountzis.
Curadoria Miguel von Hafe Pérez
Inauguração 30/01/2019 18:00
Data De 31/01/2019 a 21/04/2019
Folha de Sala

As Galerias Municipais / EGEAC inauguram no próximo dia 30 de janeiro, às 18h, na Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria, a exposição Criteria, com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, que apresenta obras da coleção da Fundación ARCO / IFEMA, adquiridas na ARCO.

O espírito internacional e multicultural que está no cerne desta coleção reflete-se na diversidade de artistas escolhidos: das 37 obras apresentadas,  contam-se nomes como Ana Jotta, Ângela Ferreira, Antoni Muntadas, Arnulf Rainer, Arnulf Rainer, Babi Badalov, Carlos Bunga, Christian Boltanski, Danh Vō, Elmgreen & Dragset, Filipa César, Francesc Ruiz, Francisco Tropa, Gil Heitor Cortesão, Giuseppe Penone, Gwenneth Boelens, Helena Almeida, Ibon Aranberri, Jarbas Lopes, John Chamberlain, Jorge Molder, Lucia Koch, Marlena Kudlicka, Miguel Palma, Pedro Cabrita Reis, Regina de Miguel, Rui Toscano, Ryan Gander, Thomas Ruff, Vasco Araújo, Von Calhau!, Wolfgang Tillmans, Yinka Shonibare e Yorgos Sapountzis.

A coleção Arco inicia-se em 1987 com a criação da Fundación Arco. Desde logo se assume um caráter pedagógico inscrito no desejo de se tornar um exemplo possível para a constituição de uma coleção internacional de relevância num contexto em que ainda eram praticamente inexistentes as estruturas institucionais que pudessem assumir esse papel em Espanha. Para tal foi tomada a decisão de se convidarem especialistas para a seleção de obras, assim garantindo uma independência e um olhar exterior baseados, precisamente, em critérios profissionalmente estabelecidos e justificáveis. A lista destes protagonistas, neste arco temporal, é já extensa: Edy de Wilde (1987 – 1995), Glòria Moure (1996), Jan Debbaut (1997), Dan Cameron e Iwona Blazwick (1998), Dan Cameron e María Corral (1999 – 2006), Sabine Breitweiser e Chus Martinez (2007 – 2008), Sabine Breitweiser (2009), José Guirao (2010), Maria Inés Rodríguez e Adriano Pedrosa (2011-2012), Ferran Barenblit, Miguel von Hafe Pérez, Yolanda Romero e Glòria Picazo (2013), Ferran Barenblit, Miguel von Hafe Pérez e Taru Elfving (2015), Ferran Barenblit, Miguel von Hafe Pérez e Ángela Maria Pérez Mejía (2016), Manuel Segade e Miguel von Hafe Pérez (2017 -), Manuel Segade e Vincent Honoré (2019-)”.

 

 

De facto, e nas palavras do curador, Miguel von Hafe Pérez, “Criteria não podia, evidentemente, ser uma exposição só de artistas portugueses. Tal contrariaria violentamente o espírito internacional e multicultural que está no cerne desta coleção. Num arco temporal que vai de 1968 a 2018 cumprem-se cinquenta anos de transformações significativas no devir da criação: da aparição massiva da fotografia enquanto disciplina que mais do que com a sua tradição clássica dialoga primordialmente com territórios afins como a pintura, o cinema e a hiperdigitalização da imagética contemporânea, até à escultura que integra contextualmente paisagens sociais e políticas específicas (onde os discursos pós-coloniais e de género assumem particular densidade), passando pela incorporação da imagem em movimento, muitas são as questões que estas obras nos colocam. Sim, sempre nesse assentamento interrogante, porque se há coisa que nestes cinquenta anos compreendemos com cristalina evidência é que a arte mais do que a responder, se torna relevante pelas questões que levanta. Na assunção de nos tornar a todos, amantes, especialistas ou espetadores ocasionais, cidadãos mais preparados para uma perceção alargada e crítica daquilo que nos rodeia.”

O convite endereçado pela Câmara Municipal de Lisboa, através das Galerias Municipais/ EGEAC, à Fundação ARCO com vista à realização da exposição Criteria reforça, ainda mais, os laços da ARCO e da IFEMA com Portugal, bem como impulsiona o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na promoção do coleccionismo e valorização da arte contemporânea, em particular no panorama artístico português.

A colaboração entre Portugal e a IFEMA, instituição responsável pela organização da Feira de Arte Contemporânea  ARCO  e impulsionadora da Fundação com o mesmo nome, desenvolveu-se a partir do interesse que esta nutre pelos artistas portugueses e pelo seu trabalho, o que se torna evidente no elevado número de artistas lusos representados na coleção da Fundação. A capital portuguesa foi o destino escolhido para a realização da ARCOLisboa, que se constitui como um dos eventos artísticos mais relevantes e estáveis no circuito de feiras de arte contemporânea.

A exposição pode ser vista de terça a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h.

 

Biografia

(sem informação)

Visita Guiada

Visitas Guiadas – Escolas

terça a sexta-feira

Marcação Prévia: servicoeducativo@galeriasmunicipais.pt

 

Visitas Guiadas – Público Geral

2, 9, 16 e 23 fevereiro

2, 9, 16, 23 e 30 março

6, 13 e 20 abril

15h30 às 16h30