Aquisições. Núcleo de Arte Contemporânea da Câmara Municipal de Lisboa

Adriana Molder, Andreia Santana, António Bolota, Daniela Ângelo, Dayana Lucas, Diana Policarpo e Odete, Gustavo Sumpta, Jorge Molder, Luísa Jacinto, Maria Trabulo, Mariana Barrote, Mariana Caló e Francisco Queimadela, René Tavares, Susana Gaudêncio, Yonamine

Paralelamente à realização da ARCOlisboa 2024, a exposição “AQUISIÇÕES. Núcleo de Arte Contemporânea da Câmara Municipal de Lisboa”, que se realiza no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional / Galerias Municipais, mostra as aquisições de obras de arte realizadas pela Câmara Municipal Lisboa para a sua coleção, em 2023, pela comissão constituída por Ana Anacleto, Luísa Santos, Nuno Crespo, Joana Sousa Monteiro (Museu de Lisboa) e Sara Antónia Matos (Atelier-Museu Júlio Pomar) e duas obras adquiridas em anos anteriores mas que, por motivos técnicos, só agora foi possível instalar e apresentar – as obras de Gustavo Sumpta e de Mariana Caló e Francisco Queimadela.

Organizando-se, quando possível, por afinidades estéticas e também por relações que procuram ter em conta as qualidades do espaço, tal como nas exposições anteriormente realizadas (no TNCN, 2018, e no Atelier-Museu Júlio Pomar, 2021 e no TNCN, 2023), esta mostra procura voltar a dar a conhecer a diversidade e coexistência de temáticas e explorações variadas da arte contemporânea portuguesa, convocando os visitantes para uma relação direta com as obras recentemente adquiridas para o Núcleo de Arte Contemporânea da Câmara Municipal de Lisboa.

O conjunto apresentado corresponde fundamentalmente ao último ano de aquisições e reafirma a vontade da CML de continuar a constituir e desenvolver a sua coleção, com a perspetiva de, no futuro, integrar outros autores e ampliar a representatividade dos que a compõem. Além do apoio ao tecido artístico contemporâneo, a coleção da CML constitui-se também como um incentivo ao colecionismo, público e privado. Construir coleções, de propriedade pública ou privada, é um compromisso que as entidades tecem com a história da arte e com os seus autores, possibilitando dar conhecer às gerações presentes e vindouras o contacto com os fundamentos das suas raízes culturais, as opções, preocupações e transformações estéticas, políticas e sociais.

É também preciso relembrar que, antes do momento de qualquer exposição, é necessário catalogar, cuidar, conservar, estudar, sistematizar as obras/coleções – todo um conjunto de tarefas cujo ónus, muitas vezes esquecido, cabe às instituições, e que aqui ficou ao cuidado do Museu de Lisboa/EGEAC. Continuando a constituir, cuidar e mostrar as suas coleções, as instituições desempenham um papel indispensável na solidificação dos desenvolvimentos artísticos, na formação dos públicos, das suas aspirações e ambições culturais.

Os artistas que a compõem, em diferentes momentos de carreira e com linguagens plásticas próprias, reinventando meios e alargando o âmbito das disciplinas artísticas ou mantendo-se fiéis a elas e aos seus domínios de operatividade, foram considerados incontornáveis pelas diferentes comissões que, nos momentos de escolha, tiveram em conta os diferentes géneros e gerações, o percurso mais ou menos notório dos autores, a necessidade de estímulo consoante as fases de produção em que se encontravam, bem como a diversidade de galerias que os representavam

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