Campo de Visão: Aquisições 2016 –17

Vasco Araújo, Eduardo Batarda, Paulo Brighenti, Pedro Calhau, Sara Chang Yan, Alexandre Conefrey, Luísa Cunha, António Júlio Duarte, Armanda Duarte, Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, João Jacinto, José Loureiro, Ana Manso, João Marçal, Manuela Marques, Carlos Nogueira, Paulo Nozolino, João queiroz, Susanne Themlitz, Rui Toscano

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Durante a Feira ARCOLisboa 2018, as Galerias Municipais/EGEAC apresentam, no piso inferior do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, a exposição na qual se exibem as aquisições realizadas pela Câmara Municipal de Lisboa para a sua coleção durante os anos de 201617. As aquisições para a coleção, esparsas e pontuais até esse momento, foram retomadas por uma comissão designada em 2016 pela CML, composta por Sérgio Mah, Manuel Costa Cabral, Luís Porfírio, Sara Antónia Matos (Atelier-Museu Júlio Pomar/Galerias Municipais) e Joana Sousa Monteiro (Museu de Lisboa) – que definiram, em conjunto, os critérios de aquisição. As compras tiveram lugar no contexto da 1ª e 2ª edições da feira de arte contemporânea ARCOLisboa, também como sinal de estímulo à iniciativa e incremento do mercado, tendo levado à integração na coleção da CML de obras dos artistas Alexandre Conefrey, Ana Manso, António Júlio Duarte, Armanda Duarte, Ângela Ferreira, Carlos Nogueira, Eduardo Batarda, Fernanda Fragateiro, João Jacinto, João Marçal, João Queiroz, José Loureiro, Luísa Cunha, Manuela Marques, Paulo Brighenti, Pedro Calhau, Paulo Nozolino, Rui Toscano, Sara Chang Yan, Susanne Themlitz e Vasco Araújo.

Estes artistas, em diferentes momentos de carreira e com linguagens plásticas próprias, reinventando meios e alargando o âmbito das disciplinas artísticas ou mantendo-se fiéis a elas e aos seus domínios de operatividade, foram considerados todos eles incontornáveis pela comissão que, nos momentos de escolha, teve em conta os diferentes géneros e gerações, o percurso mais ou menos notório dos autores, a necessidade de estímulo consoante as fases de produção em que se encontravam, bem como a diversidade de galerias que os representavam.

A exposição, organizada por afinidades estéticas e relações espaciais e que toma por subtítulo o nome da obra de Luísa Cunha, “Field of View”, chamando à atenção para a importância do olhar, para a capacidade de relação direta com as obras, abraçando os problemas e interrogações que elas convocam, seja através da fotografia – ela mesma uma tecnologia que radica num processo de observação e enquadramento –, seja através de materializações tridimensionais, bidimensionais, sonoras.

O conjunto dá a ver as obras adquiridas e reafirma a vontade da CML de continuar a constituir e desenvolver a sua coleção, com a perspetiva de, no futuro, integrar outros autores ou ampliar a representatividade dos que a compõem, constituindo-se também como um incentivo ao colecionismo, público e privado. Constituir coleções, de propriedade pública ou privada, é um compromisso que as entidades tecem com a história da arte e com os seus autores, possibilitando dar a conhecer às gerações presentes e vindouras o contacto com os fundamentos das suas raízes culturais, as opções, preocupações e transformações estéticas, políticas e sociais. É também preciso não esquecer que, antes do momento de qualquer exposição, é necessário catalogar, cuidar, conservar, estudar, sistematizar as obras/coleções – todo um conjunto de tarefas cujo ónus, muitas vezes esquecido, cabe às instituições, e que aqui ficou ao cuidado do Museu de Lisboa/EGEAC em colaboração com as Galerias Municipais/EGEAC. Continuando a constituir, cuidar e mostrar as suas coleções, as instituições desempenham um papel indispensável na solidificação dos desenvolvimentos artísticos, na formação dos públicos, das suas aspirações e ambições culturais.

– Sara Antónia Matos, curadora

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Publicação

Título
Textos de
Campo de Visão- Aquisições 2016-17
Sara Antónia Matos, Flávia Violante, Rita Salgueiro