Passado

2019

2018

 

As Coisas do Mundo são Rocha

Artistas Maria Capelo
Curadoria João Pinharanda
Inauguração 09/02/2019 17:00
Data De 10/02/2019 a 28/04/2019
Folha de Sala

As Galerias Municipais / EGEAC inauguram no próximo dia 9 de fevereiro, às 17h, no PAVILHÃO BRANCO, a exposição As Coisas do Mundo são Rochas, de MARIA CAPELO com curadoria de João Pinharanda.

Esta exposição ocupa os espaços dos dois pisos do Pavilhão Branco de forma diversa criando realidades autónomas que a montagem, o tema da paisagem e os métodos de trabalho unificam. Os desenhos do piso térreo obrigam-nos a uma aproximação do olhar, e distanciam-nos em relação às árvores reais do jardim que ameaçam invadir o nosso campo de visão. As pinturas do piso superior criam a cenografia de uma paisagem suspensa – um campo de arvoredos densos que nascem sobre as copas das árvores reais que, vindas do exterior, atravessam, se espelham e se reflectem nos vastos planos de vidro das janelas.

Segundo o curador, João Pinharanda, O título desta exposição, escolhido pela artista e retirado de um texto de Cesare Pavese, situa-nos o programa de Maria Capelo como ancorado no real; ao mesmo tempo dá-nos a deriva poética que nos permite a sua interpretação.

Nenhuma explicação simples pode descrever o mecanismo criativo que nos conduz a estas imagens. Não necessariamente por esta ordem, uma árvore é observada, é pintada, é memorizada, é transformada, é repetida, é deslocada – forma, cor, gesto, pincelada participam nesses jogos de encenação ou seja, de reorganização/reordenação do mundo. O pormenor de uma árvore é separado da unidade a que pertence e o grau de proximidade e intensidade dessa observação pode transformar o desenho desse pormenor numa paisagem alterando radicalmente as escalas quer da observação quer da significação.

Em nenhum caso se trata de reconstituir um lugar ou de reproduzir uma imagem prévia. Tudo existe na observação minuciosa da Natureza que Maria Capelo realiza desde sempre; e também na leitura que faz de textos científicos e literários sobre o tema e que lhe servem para confirmar que nada se vê fora do que existe. Mas, simultaneamente, nada do que vemos existe se não em cada uma daquelas pinturas (e desenhos). É esse compromisso duplo, com o real, com a verdade da Natureza pensada/vista através da paisagem, e com o que está para além dele (antes/depois), que Maria Capelo expõe.

Maria Capelo não nos oferece estas imagens, obriga-nos a conquistá-las com a mesma perseverança com que ela as fez.”

 A exposição pode ser vista de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Biografia

Maria Capelo (1970, Lisboa) licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Desde então, participa e expõe o seu trabalho em exposições coletivas e individuais. Das exposições individuais destacam-se: Deita-te, levanta-te e agora deita-te, Fundação Carmona e Costa, (Lisboa, 2017); À Volta das Covas de um Rochedo, Cinemateca Nacional – Museu do Cinema, (Lisboa, 2016); Todas as Montanhas Ardem, Galeria Diferença, (Lisboa, 2015); Os dias como claras manhãs, as noites de trevas espessas, Galeria Giefarte (Lisboa, 2013); Lisboa e Para onde quer que se olhe há uma alegria enterrada, Museu Geológico, (Lisboa, 2010). E das exposições coletivas: Pedro Costa: Companhia – Fundação de Serralves, (Porto, 2018); Como o Sol / Como a Noite, Retrospectiva Reis/Cordeiro, Porto/Post/Doc, FBAUP, (Porto, 2018); RE: Imagining Europe, BOX Freiraum (Berlim, 2017); e Caminhos de Floresta – Sobre Arte, Técnica e Natureza, Centro Internacional das Artes José de Guimarães, (Guimarães, 2016). Está representada em diversas coleções e, em 2013, recebeu uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para a realização do projeto Da sombra dos Montes, no âmbito do Programa de Apoio a Projetos de Criação Artística.

 

João Pinharanda (1957, Moçambique) Foi professor auxiliar do Departamento de Arquitetura, na Universidade Autónoma de Lisboa e professor auxiliar do Mestrado de Gestão de Mercados de Arte (ISCTE, Lisboa). Presidiu a Secção Portuguesa da Associação Internacional dos Críticos de Arte (AICA). Foi diretor de programação do Museu de Arte Contemporânea de Elvas – Colecção António Cachola (2007-2010) e participou como júri de exposições e de prémios de arte em Portugal, Espanha e Brasil. Foi crítico de arte entre 1984 e 2001, e no jornal Público foi responsável pela secção de artes plásticas entre 1990-2000. Tem vindo a colaborar em revistas especializadas como Arte Ibérica, Flash Art, Neue Kunst in Europa, Spazio Umano, Arena…. Foi consultor artístico entre 2000 e 2015 para a programação de exposições da Fundação EDP e comissário e coordenador do Programa de Arte Pública do Parque de Escultura Contemporânea do Parque Almourol (Vila Nova da Barquinha). É comissário de exposições individuais e coletivas em museus nacionais e internacionais (Espanha, França, Rússia, México, Brasil). Em 2017 foi comissário da representação portuguesa na Bienal de Veneza de Artes Plásticas e desde 2015, é director do Centro Cultural Português – Camões, em Paris e conselheiro cultural junto da Embaixada de Portugal em França.

Visita Guiada

Visitas Guiadas – Escolas

terça a sexta-feira

Marcação Prévia: servicoeducativo@galeriasmunicipais.pt

 

Visitas Guiadas – Público Geral

16 e 23 fev

2, 9, 16, 23 e 30 março

6, 13, 20 e 27  abril

15h30 às 16h30

Pavilhão das Formas Sociais

Mariana Silva
Artistas Mariana Silva
Curadoria Margarida Mendes
Data De 16/11/2018 a 27/01/2019
Folha de Sala

Pavilhão das Formas Sociais problematiza a relação histórica entre sociedades animais e humanas, analisando o movimento de enxames e multidões, e algumas das suas mutações recentes. O pavilhão compara coletivos humanos e insetos sociais, — como formigas e abelhas — e como a relação porosa entre natureza e cultura permeia políticas sociais, noções de tecnologia, e o desenvolvimento da inteligência artificial. Numa era em que o controlo e a vigilância não se parecem opor aos ideais de horizontalidade e imanência: de que forma é que visões tecno-utópicas informam sistemas tecnológicos vigentes? Quando é que estes reconfiguram o espaço de potencialidade do corpo político e quando é que estes se tornam numa ideologia?

A história dos insetos sociais coloca questões sobre instinto, opostas em termos evolucionários à inteligência desde Darwin, representando estranheza e alteridade em contraposição à inteligência humana. Perguntando como é que a inteligência animal ou o comportamento de multidões podem ser reinterpretados na era algorítmica, esta exposição cruza eixos de reflexão, que se encadeiam nos vários espaços do pavilhão.

A série de novas comissões de Mariana Silva continua a temática que a artista desenvolveu no ano passado, sob forma de ficção especulativa, em Olho Zoomórfico, ampliando-a em diferentes obras. Nesta exposição, a artista parte de um léxico visual composto por imagens documentais, dando primazia à referenciação cruzada de materiais e cronologias científicas e biopolíticas, incluindo elementos como a ficção série B de Hollywood. Nas salas do piso térreo do pavilhão encontramos uma série de ecrãs justapostos às janelas do jardim, onde podemos ver excertos de filmes e animações que incorporam narrativas com insetos, formigas, multidões, e boids ou enxames.

Ambas as salas incluem também uma série de réplicas de formigueiros da espécie Pogonomyrnex badius em metal e papier-maché, elaboradas pelo artista Edgar Pires. Formigueiros estes que partem das formas obtidas pelo mirmecologista Walter Tschinkel, que ao fazer o levantamento dos mesmos preenche com metal fundido os orifícios cimeiros do formigueiro, revelando a matriz do espaço negativo escavado e a complexidade da sua arquitectura.

Nestas salas podemos observar a relação entre as esculturas e os vídeos tendo como pano de fundo o jardim, enquanto acedemos a entrevistas com teóricos como Charlotte Sleigh, autora de Six Legs Better: A Cultural History of Myrmecology (2007), Jussi Parikka, autor de Insect Media: An Archaeology of Animals and Technology (2010), Tania Munz, autora de The Dancing Bees: Karl Von Frisch and the Discovery of the Honeybee Language (2016), e o teórico cultural Stefan Jonsson autor de A Brief History of the Masses: Three Revolutions (2008). No mesmo piso encontramos também uma cronologia que inclui referências sobre a história social dos insetos e multidões.

No andar superior do Pavilhão das Formas Sociais é mostrado um novo vídeo, Enxame/Turba, que justapõe o interesse de diferentes áreas de estudo de formas imanentes, seja na tecnologia, biologia ou filosofia, perguntando com Donna Haraway se “haverá uma unidade de análise mais pequena do que a relação?” e propondo uma reflexão sobre a mutação na nossa conceção de corpo político. Este filme é apresentado num ecrã semiesférico convexo que distorce a imagem original.

Apresenta-se também “Do ponto de vista do mamífero”, uma peça desenvolvida pela artista em 2017, onde podemos ver um inseto a ser indexado num museu, enquanto uma voz off nos reporta para a perspetiva de mentes não-humanas, sejam elas animais, alienígenas, ou robóticas, e onde conseguimos encarnar o ponto de vista de um inseto, ou mamífero mutante, na reificação da sua própria singularidade ocular.

Esta exposição teve o apoio de Fablab Lisboa.

Agradecimentos:
Christian Bosch, Luis Coelho, Duarte Crawford, Paulo Crawford, Aveline De Bruin, Pedro Góis, Bernardo Gaeiras, Gonçalo Gama Pinto, Stefan Jonsson, Joana Manuel, Nuno Marques, Margarida Mendes, Tania Munz, Pedro Neves Marques, Jussi Parikka, Edgar Pires, Craig Reynolds, Charlotte Sleigh, Walter Tschinkel, e Flávia Violante.

Biografia

Mariana Silva formou-se na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Apresenta regularmente a sua obra em exposições individuais e coletivas, em contexto nacional e internacional. Destacam-se as exposições individuais: Olho Zoomórfico (2017, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa), Audience Response Systems (2014, Parkour, Lisboa); Ambientes (2013, e-flux, Nova Iorque), com Pedro Neves Marques; A organização das formas (2011, Kunsthalle Lissabon, Lisboa). Colaborou em várias mostras coletivas como: Bienal de Gwangju, (2016, Gwangju, Coreia); HYPERCONNECTED (2016, V Moscow International Biennial for Young Art at MMOMA—Moscow Modern Art Museum); Prémio EDP Novos Artistas, (2015, Fundação EDP, Lisboa), Europe, Europe, (2014, Astrup Fearnley Museum, Oslo); IndieLisboa, Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa, (2012, Cinemateca de Lisboa, Lisboa).

Mariana Silva foi vencedora do prémio EDP Novos Artistas 2015 (Lisboa) e BES Revelação 2008 (Porto). Esteve em residência na Gasworks, Londres (2016) e ISCP, Nova Iorque (2009). Juntamente com o artista e escritor Pedro Neves Marques, desenvolve inhabitants, um canal online com reportagens exploratórias em vídeo e documentário (http://inhabitants-tv.org/).

Margarida Mendes é curadora, educadora e activista. A sua pesquisa – com enfoque no cruzamento da cibernética, filosofia, ecologia e filme experimental – explora as transformações dinâmicas do ambiente e o seu impacto nas estruturas sociais e no campo da produção cultural. Integrou a equipa curatorial da 11ª Bienal de Gwangju (2016) e da 4ª Bienal de Design de Istanbul (2018). Dirigiu várias plataformas educacionais, tais como escuelita, uma escola informal no Centro de Arte de Mayo (CA2M), Madrid (2017), o projeto The Barber Shop em Lisboa (2009-15), e a plataforma de pesquisa curatorial e investigação ecológica, The World In Which We Occur (2014-). Correntemente é doutoranda no Centre for Research Architecture, Visual Culture Department, Goldsmiths University of London.

Visita Guiada

Visitas Guiadas ao Sábado
8, 15, 22 e 29 Dezembro / 5, 12, 19 e 26 Janeiro
15h30 às 16h30

Público Geral
Gratuita

Visitas Guiadas Escolas
Ensino Secundário e Ensino Superior
de terça a sexta-feira
Marcação Prévia: serviçoeducativo@galeriasmunicipais.pt

Inner 8000er

João Marçal
Artistas João Marçal
Curadoria Sara Antónia Matos / Pedro Faro
Data De 01/08/2018 a 30/09/2018
Folha de Sala

As Galerias Municipais apresentam a exposição individual de João Marçal, “INNER 8000er”, com curadoria de Sara Antónia Matos e Pedro Faro, no Pavilhão Branco, dando continuidade a uma programação que procura dar a conhecer o trabalho de artistas com um percurso já consolidado no âmbito da arte contemporânea.

A exposição “INNER 8000er”, de João Marçal, mostra uma seleção de pinturas, de vários formatos, realizadas ao longo de vários anos, algumas recentes e inéditas.

Expondo o mundo como um lugar de imagens estereotipadas, que se repetem de um modo quase mecânico e circular, nomeadamente logótipos e padrões, sem significados aparentes ou funções autênticas, o artista manipula e desconstrói essas imagens – ampliando-as, fragmentando-as, tornando-as abstratas através da sua pintura e fazendo delas desafios ópticos que se impõem ao olhar. Formas, composições e imagens abstratas, cada uma das suas obras implica um extraordinário desafio em busca de pistas iconográficas, quase no limite poético do absurdo, onde muitas vezes a arte tem algo a dizer, a acrescentar e a dar a ver.

Para esta exposição, no Pavilhão Branco, João Marçal escolheu o título “INNER 8000er”. No planeta Terra, existem 14 montanhas com mais de oito mil metros de altitude – as “Eight-thousanders” –, todas localizadas nos Himalaias e no Karakoran, na Ásia. Escalá-las é um feito conseguido por muito poucos, porque montanhas com mais de 8.000 metros de altitude estão situadas acima daquilo que é designado como limite vertical, ou seja, o limite até onde um ser humano pode sobreviver. A escassez de oxigénio aliada às baixas temperaturas, a ventos fortes e a dificuldades técnicas fazem com que ascensões deste tipo tenham uma taxa de sucesso muito reduzida e percentagens de fatalidade elevadas. Acima dos 8.000 metros, a vida é limitada a pouco, a pouco tempo, e poucos conseguem chegar ao cume de todas estas montanhas.

Um dos eixos dos últimos trabalhos de João Marçal é, justamente, o seu crescente interesse por alpinismo e montanhismo de altitudes extremas (himalaísmo) – admiração que se reflecte na sua obra através da comparação que o artista estabelece entre a figura do alpinista e a do artista. A estas duas figuras são comuns a entrega ao desconhecido, a perseguição de um objetivo que não tem propriamente uma função palpável ou um limite concreto: o desejo de chegar onde é difícil, onde supostamente não podemos ou devemos estar, de desafiar o que existe. A metáfora «montanha» tem sido de facto materializada por este artista, nomeadamente em séries anteriores, que cruzam referências da pintura e nomes do alpinismo. Para além dessas correspondências, o título «INNER 8000er» aponta para uma associação directa entre a ideia de escalada e pintura. Segundo o próprio artista «há sempre uma camada em todos os meus trabalhos que remete para um pensamento sobre a própria pintura, quase como uma análise genética do próprio medium, sempre presente, intrínseca a toda a prática.»

Para Marçal, a ideia de uma montanha interior de 8000 metros, ou seja, no âmago de um ser humano, implica um «choque de dimensões». Apesar de «sermos complexos e enormes no nosso interior», os maiores picos dos Himalaias nunca caberiam fisicamente dentro de uma pessoa. Assim, pode dizer-se que esta analogia é de ordem simbólica, psicológica e conceptual – oferecendo ao artista um desafio de ordem epistemológica e pictural.

– De que modo pode um artista traduzir na sua obra esta busca vertiginosa sobre as possibilidades e impossibilidades da pintura?

«Um dos pontos sobre o qual tenho refletido e insistido muito ultimamente é sobre o(s) espaço(s) da pintura, o momento em que esta deixa de ser um objeto físico no lugar que ocupa e passa a ser um espaço noutro lugar, outra coisa, outras coisas. Nós também estamos “presos” a uma evidência física (corpo/coisa) que nos influencia as experiências e o rumo, mas somos sempre muito mais do que isso, estamos sempre noutros sítios.»

A pintura tem também a sua espécie de «Inner 8000er».

Biografia

João Marçal (Coruche, 1980), atualmente vive e trabalha em Lisboa.

É licenciado em Pintura (2004) pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2008, obtém o grau de Mestre em Práticas Artísticas Contemporâneas, pela mesma Faculdade.

Desde 2003 apresenta regularmente a sua obra em exposições individuais e coletivas, em contexto nacional e internacional. Das últimas exposições individuais destacam-se: Remote, Caribbeing House, Brooklyn (EUA), 2017; IVRE com Jérémy Pajeanc, Ar Sólido, Lisboa, 2017; Lhotse Summit, Octroi, Tours (FR), 2015; Quarto, Galeria Braça Brandão, Lisboa, 2015; Goin’ Blind, Parkour, Lisboa, 2014; We’re All Alone, Galeria Adhoc, Vigo (ES), 2013; D.ª Maria Amélia, Galeria Nuno Centeno, Porto, 2012. Colaborou em mostras coletivas e desenvolveu projetos individuais para espaços independentes como: Salão Olímpico, PêSSEGOpráSEMANA, IN-TRANSIT, Laboratório das Artes, Mad Woman In The Attic, Espaço Campanhã, Espaço Avenida, Maus Hábitos, A Certain Lack of Coherence, Espaço Mira, Parkour e Sismógrafo.

Em 2017, o Atelier-Museu Júlio Pomar/ EGEAC, em parceria com a RU – Residency Unlimited, NY, selecionaram João Marçal para realizar uma residência na instituição nova-iorquina.

Em 2005, com o pseudónimo Marçal dos Campos, inicia um projeto na área da produção musical, que desenvolve paralelamente à atividade como artista plástico.

Entre outras, a sua obra está representada na Colecção Núcleo de Arte Contemporânea da CML.