Colunas de Ar

Dalila Gonçalves

Catálogo da exposição Colunas de Ar, individual de Dalila Gonçalves, que esteve patente na Galeria Quadrum entre 17 de julho e 29 de agosto de 2021, com curadoria de Luísa Santos. Esta edição reúne textos de Tobi Maier, Luísa Santos, Emília Ferreira e Tiago de Abreu Pinto. Contém também a reprodução fotográfica das obras expostas e o registo da montagem e desmontagem das mesmas.

“Naturalmente, as crenças e superstições culturais relacionadas com o assobiar e apitar variam grandemente como varia o seu uso na comunicação, música ou caça. Em colaboração com um compositor e uma orquestra, a artista inaugurou o conjunto da instalação durante uma cerimónia de abertura, que ativou os corpos ressoantes dos animais de barro através da performance. Durante o resto do período da exposição a sua presença permanece uma constante, mas o seu canto foi feito mudo.”

-Tobi Maier

“A prática de Dalila Gonçalves assenta num fascínio pelos objetos banais que habitam o mundo que nos rodeia, nos seus diversos contextos sociais, culturais e geográficos. A partir das suas viagens de investigação e produção artística, coleciona sistematicamente objetos para os descontextualizar, reagrupar, ou desmembrar num conjunto de processos que lhes concedem uma nova vida, para lá da função que determinou a sua conceção, regra geral, utilitária.”

-Luísa Santos

“A compreensão passa pela experiência e, por isso, o trabalho de Dalila Gonçalves, além de recuperar testemunhos do mundo, interpela-os. E fá-lo através da mencionada repetição, como que para aprender a sua mecânica íntima, a sua lógica, a sua natureza. Na sua procura de vestígios, na sua quase arqueológica busca (como se através da recuperação de diversos extractos sedimentares) da memória e do tempo, ela procura dissecar o material que encontra até ele se lhe revelar.”

-Emília Ferreira

“Logo após, voltando ao tema do texto, me contou que Cage havia debruçado-se sobre um exercício de cunho conceitual-formal ao tratar de entender a relação entre a corporalidade desses instrumentos figurativos e sua potencial apropriação. Acentuou, em primeiro lugar, a forma desses objetos e sua corporalidade zoomorfa e, ato contínuo, em relação ao sujeito oculto, ou, em outras palavras, ao corpo não revelado que sopra para dar-lhe vida para, finalizando, referir-se a uma alteridade seduzida, ao que Cage chamou de «corpo que revela-se quando o instrumento é preenchido pelo ar vital».”

-Tiago de Abreu Pinto

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Exposição Relacionada

Data
Título
Artistas
Curadoria
Galeria
17.07.2021
– 29.08.2021
Colunas de Ar
Dalila Gonçalves
Luísa Santos
Galeria Quadrum