Emancipação do Vivente

Alfredo Jaar, Colectivo Ayllu (Alex Aguirre Sánchez, Leticia/Kimy Rojas, Francisco Godoy Vega, Lucrecia Masson e Yos Piña Narváez), Frame Colectivo (Gabriela Salhe e Agapi Dimitriadou), Raquel Lima, Dima Mabsout, ETC, Filipa César

Catálogo da exposição colectiva Emancipação do Vivente, com curadoria de Museum for the Displaced. O projecto foi desenvolvido em colaboração com as Galerias Municipais de Lisboa e a Galeria Municipal de Almada, tendo ocupado ambos os espaços em simultâneo entre 24 de fevereiro e 28 de maio de 2023. Esta edição conta com ensaios de Museum for the Displaced, Yásnaya Aguilar Gil, Ana Rita Alves, vistas de exposição, e ainda, breves enquadramentos das diversas obras.

»Emancipação do Vivente, nascido de uma colaboração entre as Galerias Municipais de Lisboa e Almada, ocupa simultaneamente dois espaços, um em cada uma destas cidades vizinhas e profundamente interligadas que, na última década, têm vindo a testemunhar um enorme movimento e mudança, incluindo um processo de rápida gentrificação. As obras apresentadas oferecem diferentes pontos de partida para tópicos complexos relacionados com o deslocamento.»
— Museum for the Displaced

«Somos também ávidos leitores, tudo em nosso redor comunica connosco e nos educa, tudo contém informação para ler e descodificar. A inclinação da lua crescente fala-nos sobre o calor e as chuvas, a posição das estrelas indica-nos a passagem do tempo, o aparecimento dos insetos revela-nos a existência de novas fontes de alimento, a azáfama das formigas alerta-nos para a proximidade de tempestades. Não há nada que não comunique: o raio branco e o vermelho; o vento que nos dita o seu conhecimento através da sua velocidade, temperatura e direção; o sentido do voo das aves que indica às mulheres caçadoras onde procurar o tapir. Assegurar a nossa existência requer uma leitura constante.»
— Yásnaya Aguilar Gil

«Ao longo dos anos, na história que nos ensinou o PER, o único caminho possível para a contestação da violência de estado parece ser a combinação do protesto coletivo e da mobilização de ferramentas jurídicas, arriscando processos de retaliação institucional, que passam pelo silêncio, opacidade, violência e deterioração ambiental que visam tornar insuportável e arriscada a permanência. Em contextos de trabalho matutino e largo, o tempo é luxo e a perda agiganta-se, exigindo por isso que a solidariedade, tantas vezes limitada pela linha de cor, se faça regra e não exceção.»
— Ana Rita Alves

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Exposição

Data
Título
Artistas
Curadoria
Galeria
24.02.2023
– 28.05.2023
Emancipação do Vivente
Alfredo Jaar, Colectivo Ayllu (Alex Aguirre Sánchez, Leticia/Kimy Rojas, Francisco Godoy Vega, Lucrecia Masson e Yos Piña Narváez), Frame Colectivo (Gabriela Salhe e Agapi Dimitriadou), Raquel Lima
Museum for the Displaced
Galeria da Boavista