My Pleasure

Joana Villaverde

Publicação editada por ocasião da exposição My Pleasure da artista Joana Villaverde, que esteve patente no Pavilhão Branco entre 31 de outubro de 2024 a 7 de janeiro de 2025. Com um ensaio introdutório de Sara Antónia Matos e Pedro Faro, a publicação segue com textos da autoria do curador António Pinto Ribeiro, de Vítor Cardoso, e ainda uma conversa entre Noé Sendas e a artista, em torno do seu percurso. O catálogo combina também documentação fotográfica das obras selecionadas e vistas de instalação.

“As atmosféricas pinturas de Joana Villaverde, num período histórico de tanta guerra, estilhaçamento e agressão, são talvez uma proposta para levantar o olhar, levá-lo ao futuro, e imaginar o encontro dos corpos, não no sentido da sua anulação recíproca, mas da criação de horizontes ou paisagens comuns.”
— Sara Antónia Matos e Pedro Faro

“Na «narrativa» cromática de Joana Villaverde conta-se o céu de Aviz, luminoso e vasto, exprime-se a emoção das inúmeras viagens à Palestina, a neblina de Gaza, a cor das paisagens, a vida, o tormento ou a esperança em cada um. Joana não trabalha com palavras, exprime-se com cor. Corpo, braços, mãos, olhos, movimento, pincéis, cor, luz e sombra, são o léxico da sua pintura.”
— António Pinto Ribeiro

Noé Sendas: “Em trabalhos anteriores sentia-se que por vezes o gesto era o de preenchimento, nestes trabalhos já não é assim. É outra coisa, pensamento, música talvez, o pintar é como uma dança. Imagino-te como um maestro a dirigir.”
Joana Villaverde: “O corpo físico interessa-me e é evidente a minha presença. Peguei no pincel e fiz aquilo, fui fazendo e fui vendo. Não há um pensamento anterior onde diga: eu quero estar ali, não quero nada de coisa nenhuma, mas quando olho, vejo que fiz assim e penso: Ah, isto tem a ver comigo, porque eu sou assim em relação às coisas.”
— Joana Villaverde em conversa com Noé Sendas

“De um certo ponto de vista, a nuvem perturba a homogeneidade do horizonte, é uma mancha na paisagem, que o tempo e a luz querem apagar. Também nós somos uma anomalia, que se aniquila de cem em cem anos. E mais rapidamente, não fossem as nuvens e a nossa atmosfera. A anomalia protege uma outra anomalia. Todas as forças parecem conspirar para a calma final, para a igualdade, para a monotonia, ou em linguagem mais inclemente, para a morte. E contudo, contudo… existe o sobressalto, a instabilidade, o risco profundo, a combinação de cores que não faz sentido. Estamos vivos.”
— Vítor Cardoso

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Exposição

Data
Título
Artistas
Curadoria
Galeria
31.10.2024
– 09.02.2025
My pleasure
Joana Villaverde
António Pinto Ribeiro
Pavilhão Branco