Ana Galvão: o gosto solitário de gravar – Exposição antológica 1987-2017

Ana Galvão

Catálogo da exposição Ana Galvão: O Gosto Solitário de Gravar, antológica de Ana Galvão, que dispôs obras da sua autoria realizadas entre 1987 e 2017, patente na Galeria Quadrum, entre 9 de novembro de 2017 e 7 de janeiro de 2018, com curadoria de Célia Bragança. Esta publicação congrega textos dos seguintes autores: Sara Antónia Matos, Célia Bragança, Cristina Guerra, Cristina Azevedo Tavares, Américo Silva e Manuela Cristóvão.

“Com título “Ana Galvão – O Gosto Solitário de Gravar”, a exposição com curadoria de Célia Bragança oferece uma perspectiva continuada sobre a produção da gravura ao logo de 30 anos (1987-2017), podendo dizer-se que levanta questões não apenas sobre a produção desta autora em particular nas também de muitos artistas que escolheram operar e expressar-se através deste meio que permite fazer edições e tiragens de múltiplos de uma mesma imagem (ou optar por recorrer a ele para execução única).”
– Sara Antónia Matos

“Se o título representa um enigma para nós, esta exposição é, talvez, o momento de apresentar de forma visível, a Obra Gráfica de Ana Galvão que incorpora diversas técnicas e procedimentos da Gravura, quer na Xilogravura, na Litografia e principalmente Calcografia, para através do registo, – da linha riscada pelo buril e do claro-escuro das voluptuosas águas-tintas e águas-fortes, entre outras-, criar uma consequência de paradoxos que tornam a sua linguagem visual singular.”
– Célia Bragança

“Relativamente a este trabalho, Ana Galvão usa modelos lógicos e geométricos, explorando a realidade para além de certezas científicas. Galvão joga com elementos visuais figurativos, com humor, como a “formiga”, num exercício de ironia que descodifica, ou não, a tensão criada entre as diferentes direções e formas na geometria das suas enigmáticas composições visuais.”
– Cristina Guerra

“Olhando para a obra vasta de Ana Galvão ressalta esta visão humanista do lugar do artista no mundo, reposicionando os valores para que eles não desapareçam. Se é vocação desenhada no mapa das estrelas, ou se é por intuição, não a saberemos. Mas partilhamos com Ana Galvão os sentimentos que através da gravura cultiva, dos territórios que toca silenciosamente como a própria vida”
– Cristina Azevedo Tavares

“Da observação da obra gravada de Ana Galvão não posso deixar de assinalar o grande interesse que a sua gravura me desperta. É essencialmente o carater gráfico: a densidade dos negros, o traço gravado e os contrastes obtidos que demonstram o domínio das técnicas da gravura na sua essência, e que vai ao encontro do meu conceito enquanto artista gráfico.”
– Américo Silva

“O seu estar, voluntarioso e perseverante, incentiva-a a dedicar-se também à realização de obras em serigrafia de autor, combinando com gravura a cor ganha força pelo contraste e formas definidas.”
– Manuela Cristóvão

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