O Oco e a Emenda

Paloma Bosquê

Catálogo da exposição Paloma Bosquê: O Oco e a Emenda, primeira individual de Paloma Bosquê, patente no Pavilhão Branco entre 15 de maio e 8 de outubro de 2017, com curadoria de Luiza Teixeira de Freitas, na qual a artista apresentou um conjunto de novos trabalhos, que procuraram refletir sobre a potencialidade plástica das matérias orgânicas, explorando as suas dimensões físicas e sensíveis.

“Num momento em que a vivência da realidade envolve cada vez mais espetacularidade e capacidade para aparecer, a intervenção de Paloma Bosquê no Pavilhão Branco surge como uma oportunidade para desacelerar os ritmos quotidianos e, em silêncio, num processo íntimo e subtil, dar lugar ao recato e deixar que os processos fenomenológicos mais subtis se desvendem em frente do olhar.”
– Sara Antónia Matos

“Paloma Bosquê não faz por menos. Numa obsessão subtil, mas determinada, segue a montagem da sua exposição com um foco e afinco raros de se ver nos dias que correm. Sabe cada detalhe de cada trabalho, conhece-os como se de filhos tratassem. Certa da sua prática e do rigor de cada obra, tem uma noção quase perfeita dos efeitos dos materiais que usa nos seus trabalhos, mas mostra-se no entanto, recetiva ao que possa surgir na articulação dos materiais e destes com o espaço.”
– Tomás Colaço e Luiza Teixeira de Freitas

“LTF: Você cresceu no interior, longe do mar, acha que isso tem alguma influência no trabalho?

PB: Desde que me lembro, a terra é um elemento importantíssimo na minha constituição. O lugar na terra, do ponto de vista físico, em sua peculiaridade de gravidade, densidade, humidade do ar, cheiro, tudo isso sempre foi foco de atenção para mim e foi como eu aprendi a sentir/ver as coisas (…).”

Luiza Teixeira de Freitas e Paloma Bosquê

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