Teatro de Sombras

Francisco Tropa (sombras), David Maranha e Gabriel Ferrandini (percussões)

Apresentação de Teatro de Sombras por Francisco Tropa, esta quarta-feira, 21 de setembro, às 22h, no Torreão Nascente da Cordoaria, integrada na exposição Sombras, Máscaras e Títeres da coleção do Museu da Marioneta.

A história da Gata Borralheira na versão de Robert Walser é a base de trabalho de Francisco Tropa, que utilizou marionetas de sombra da China e da Indonésia (Bali e Java) para a produção do seu filme.

No teatro de sombras tradicional, as silhuetas são movimentadas atrás de uma tela, iluminada por uma candeia de azeite. Na Indonésia, o manipulador é chamado de dalang e tem um papel essencial no espetáculo: é ao mesmo tempo ator, encenador e maestro. Enquanto faz movimentar e contracenar as personagens, recita o longo texto e dirige o gamelão (instrumento e orquestra composto de gongos e taças), que dá ritmo a toda a história.

As figuras são recortadas em pele de animal e pintadas com pigmentos naturais. No caso das marionetas chinesas, as cabeças podem destacar-se dos corpos e são elas que indicam a personagem.

Mas as diferenças encontram-se principalmente nos reportórios dos espetáculos: enquanto na China os espetáculos assentam em óperas ou contos tradicionais, na Indonésia o reportório centra-se nos poemas épicos Ramayana ou Mahabarata, sendo ainda introduzidos temas de carácter religioso ou moral.

Excelentes veículos de histórias e transmissão oral de usos e costumes, as marionetas de sombra são consideradas os primórdios do cinema, tendo com ele em comum a imagem projetada na tela por meio de um foco de luz.

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Exposição Relacionada

Data
Título
Artistas
Curadoria
Galeria
25.05.2016
– 02.08.2016
Sombras, Máscaras e Títeres da Colecção do Museu da Marioneta
António Viana, Francisco Tropa, Jorge Queiroz, Susanne Themlitz
Torreão Nascente da Cordoaria Nacional