Concebido no âmbito da exposição monográfica de Délio Jasse The Colonies will be Countries, apresentada no Pavilhão Branco, esta publicação aprofunda diferentes núcleos temáticos transversais à obra do artista, como a política do olhar, a instrumentalização e a apropriação do arquivo, o (pós-)colonialismo e a (pós-)memória, através dos ensaios de Gisela Casimiro, Sara Antónia Matos, Pedro Faro e da curadora Marta Jecu. O catálogo inclui ainda reproduções das obras presentes na exposição e de como estas habitaram o espaço.
“A obra de Délio Jasse engendra crítica sobre o passado e é um gatilho de reflexão inquietante sobre o presente. Na linha de outras reflexões artísticas e teóricas que o tema do pós-colonialismo tem produzido, partilhando os constrangimentos geográficos, históricos e identitários que lhe estão inerentes, Délio Jasse elabora um discurso sobre a perenidade da memória num presente profundamente dividido.”
– Sara Antónia Matos e Pedro Faro
“A estratégia de reparação de Délio Jasse consiste em deslocar a atenção de situações específicas de injustiça para os códigos, estereótipos, preconceitos e relações de poder que estão na base das relações coloniais e que têm sido os instrumentos destes processos de vitimização num ambiente quotidiano. Olhar para uma imagem, e voltar a olhá-la, é uma forma de consciencialização, e é este o processo que Jasse procura pôr em marcha ao analisar, compreender e desconstruir os mecanismos visuais do poder.
– Marta Jecu
“Nada pesa como um hino, uma bandeira.
Nada queima mais do que uma pele, uma ideia.
Nada liberta mais do que na rua, um povo”
– Gisela Casimiro


