Turbulências – Obras da Coleção ”la Caixa” de Arte Contemporânea

Publicação que acompanhou a exposição Turbulências – Obras da Coleção ”la Caixa” de Arte Contemporânea, com curadoria Nimfa Bisbe, que decorreu no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional entre 8 de setembro e 3 de dezembro de 2017, inserida na programação de Passado e Presente – Lisboa, Capital ibero-americana de Cultura 2017. Contém textos introdutórios de Catarina Vaz Pinto, António Pinto Ribeiro e Elisa Durán Montolio, um ensaio da curadora Nimfa Bisbe, e pequenos textos de entrada de catálogo para cada obra exposta, assim como a reprodução fotográfica das mesmas.

“A exposição “Turbulências” constitui um exemplo de projeto que incorpora várias dimensões: a vocação internacional da cidade; a promoção da arte contemporânea; o cruzamento de visões programáticas, territoriais e artísticas integradas; e a parceria com um grande mecenas.”

– Catarina Vaz Pinto

“Turbulências, uma exposição de obras de fazem parte da Colecção da Fundação ”la Caixa” seleccionadas pela curadora Nimfa Bisbe, pode ser vista no seu conjunto como o enunciado visual de um problema, decerto irresolúvel, sobre a capacidade e a validade do desvio e da energia que estas obras contemporâneas podem provocar e conter em face da marcha do mundo. Tomando o nome de uma das obras expostas da artista Shirin Neshat não é expectável que estas tenham uma configuração activista radicada em vanguardas, mas a todas é comum uma intensidade e uma energia, provavelmente as categorias que na actualidade são possíveis de intervir no sistema da arte.”

– António Pinto Ribeiro

“Esta seleção foi pensada para esta exposição enquanto reflexão centrada no referido enquadramento conceptual, com base no espírito que impulsiona a Coleção, que é o de proporcionar uma visão da criação contemporânea como forma de pensamento sobre a sociedade. E sempre tendo como pano de fundo o aspeto social, que singulariza tanto a coleção, como a própria Fundação.”

– Elisa Durán Montolio

“A globalização turbulenta das últimas décadas não impede que o mundo continue aberto à ligação coletiva, aos diálogos interculturais e à liberdade de expressão. Talvez a arte possa contribuir para fortalecer laços e gerar uma maior consciência do ambiente social, atribuindo-lhe outra visibilidade, embora não pretenda apresentar soluções para os conflitos nem praticar exames de consciência. O olhar crítico do artista é exercido através do simbólico, do imaginário e do poético, mas cabe-nos a nós, os espetadores das suas obras, atribuir um sentido ao seu trabalho e às suas reflexões.”

– Nimfa Bisbe

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