Camera Lucida

Ramiro Guerreiro e Thierry Simões

F
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Camera Lucida surgiu de um encontro casual neste mesmo espaço há vários anos atrás. Apercebemo-nos então da vontade comum em expor a galeria Quadrum sem quase nada lá dentro. Oferecermos e oferecermo-nos a possibilidade de deambular dentro da caixa de vidros, transparências e reflexos que compõem este lugar. Há gestos mínimos. Abrem-se portas de vidro para o jardim e para o pátio, permitindo outros atravessamentos do espaço. No corpo de excepção ao ritmo regular da estrutura da galeria, sem porta directa para o exterior, é colocado um tampo sobre o qual estão pousadas fotografias. Documentos de uma presença dupla. Dois corpos e reflexos dentro e fora desta câmara. Imagens de um corpo reflectido noutro corpo mostradas num outro corpo protuberante (excepção), parte do corpo que o alberga (galeria). Quem visita pode ver as fotografias sem entrar no espaço da galeria. Pode atravessar o espaço através das suas transparências, perpendicularmente à sua nave central, e desde o pátio percorrer o olhar até ao jardim de onde veio.
[PAUSA]

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05.01.2021
Uma conversa dentro de “Camera Lucida”
Ramiro Guerreiro; Thierry Simões, Daniel Peres, João Gaspar, Luísa Cardoso e Tobi Maier (Galerias Municipais)

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Camera Lucida