Timescape

Jorge Martins

A exposição Timescape reúne cerca de 50 obras, pintura e desenho, de Jorge Martins. Realizados nos anos mais recentes, os trabalhos centram-se na questão da abstracção, a qual tem ocupado o artista desde há várias décadas. A mostra inclui ainda algum material de arquivo, como cadernos onde é possível perceber a forma como o processo criativo do autor inclui aforismos, citações e estudos visuais.

O percurso expositivo pretende sublinhar a forma como o tempo é tornado visível através do acto criativo, desdobrando-se este em múltiplas formas, que nos aproximam do enigma da existência. A obra de Jorge Martins aproxima-nos a temas ligados não só à história da arte – a paisagem, a luz, a cor ou a ausência desta –, mas também a outras áreas do saber, como a cosmologia quântica, onde Timescape se refere à estrutura do próprio nascimento do tempo e do espaço

Biografia
Jorge Martins (Lisboa, 1940) é um artista que construiu um percurso de profunda reflexão acerca da pintura e do desenho. Começou por estudar Arquitetura e Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e, em 1960, realizou a sua primeira exposição individual. No ano seguinte, partiu para Paris, iniciando um longo período no estrangeiro. Na década posterior, chegou a habitar em Nova Iorque, onde a sua pesquisa sobre a luz se intensificou. O regresso a Lisboa, cidade na qual trabalha e reside actualmente, deu-se em 1991.

A sua obra, que transita entre a abstração e a figuração, foi apresentada numa exposição individual no Musee National d’ Art Moderne – Centre Georges Pompidou, em Paris (1978). Em Lisboa foram várias as instituições que lhe dedicaram mostras relevantes: Fundação Calouste Gulbenkian (1993), Culturgest (2001), Centro Cultural de Belém (2006) e Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva (2017)

Em 2013, o Museu de Serralves, em co-produção com a Fundação Carmona e Costa, organizou “A Substância do Tempo”, a maior retrospetiva de desenhos do artista. Fora do país, o Museu Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo – MEIAC –, em Badajoz (2018) e o Museu de Arte Contemporânea de Vigo – MARCO –, em 2019, apresentaram “Sombras e Paradoxos”.

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